I´m Back !!

2 02 2013

Depois de um longo e tenebroso inverno, eis que volto a publicar no meu BLOG.

Estou aos poucos desenferrujando o equipamento (e o fotógrafo também) e em breve volto a compartilhar minhas experiências com o pessoal.

Enquanto isso no meu Flickr eu já coloquei algumas fotinhas pra ir tirando a poeira do equipamento.

Essa sequência por exemplo foi feita com a minha lente Sigma 200mm com uma adaptação para Macro. Aquela da ponta de teleobjetiva que eu adaptei faz muito tempo atrás.

A iluminação foi de um Flash Yongnuo 460II Manual.

São grãos de açucar cristal colocados sobre um CD.

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Super Takumar 55mm f1.8

15 02 2010

Eu deveria saber que ao arranjar um Hobby como esse eu não iria ficar quieto mesmo. Minha mais nova aquisição é uma belezinha chamada Takumar. Uma lente 55mm analógica das antigas que comprei do amigo André Matos. Olha a fofa aí…

A danadinha tem uma qualidade ótica sensacional e essa em particular tá super conservada. Tem abertura máxima de f1.8 e mínima de f16. Já nos primeiros testes que fiz com ela na câmera ficou claro a qualidade das cores que ela entrega. Muito definida e muito clara.
Junto com a lente, foi necessário adquirir o adaptador padrão m42 para Canon. É um adaptador que de um lado possui o encaixe típico das lentes Canon e do outro é rosqueado para ter a lente encaixada. Veio também um pequeno parasol metálico e as tampas frontal e traseira de proteção da lente.

Mas pra quê comprar uma 55mm se eu já tinha a Canon 50mm ? Primeiro pelo fato da Takumar ter uma ótica e construção superiores. Lentes como essas com a conservação excelente, são ótimas aquisições. Apesar de ser totalmente manual e não ter a possibilidade de autofoco, seu manuseio é simples e preciso. Em poucas horas a gente acostuma com o foco e com o anel de abertura.
Na câmera ela ressalta seu porte miúdo e deixa a XTi com uma cara de câmera antiga. Ao ser rosqueada no adaptador, é comum que o anel de abertura fique um pouco preso. Acredito que com o uso mais frequente isso melhore.

Na abertura de f1.8, focar qualquer coisa se mostra uma tarefa de muita observação. É necessário achar pontos referenciais que se apresentem bem definidos ao serem focados. Um mínimo de mudança no anel de foco e você poderá perder a foto. Como exemplo vejam essa foto que fiz aonde o simples giro da ponta dos dedos faz o foco pular da ponta da lente para os olhos.

Claro que as primeiras fotos que experimentei foram exatamente usando e abusando da abertura f1.8. Adoro fotos com o DOF curto e com o uso seletivo do foco. Em geral se tornam versões poéticas do cotidiano e poderosa ferramenta para retratos.

Outra boa possibilidade que ví ao adquirir essa lente foi usá-la pra Macro… e vocês diriam: “ahhhhhh… sério!!!???”
Como ela é de abertura manual cria-se a possibilidade de usar tubos extensores super baratos, desses que não necessitam dos contatos eletrônicos para comunicar com a câmera. Tudo bem que ainda não comprei esses danados mas já fiz um teste que mostrou resultados promissores!
Peguei o parasol dela e colei com fita adesiva em um anel step-up que eu tenho e que uso na minha Sigma 55-200mm. Então coloquei ela invertida em frente da Sigma e fui tirar umas fotos. Até aí não é nada de novo pois é o mesmo que faço hoje só que usando uma ponta de teleobjetiva velha pra fazer a ampliação. Mas certa vez eu testei a minha Canon 50mm invertida e não gostei muito não. Ficava com o DOF muito mais curto do que a minha ponta de tele e com a ampliação discretamente maior. No final eu ainda tinha mais qualidade com a minha antiga composição mesmo.
Só que lente é assim, só testando mesmo pra saber no que vai dar. E ao fotografar com a Takumar eu percebi que a ampliação era bem expressiva e que o DOF tava até mais amplo do que eu esperava.
Ví uma dessas aranhazinhas pernudas na parede do banheiro e fui lá clicar a bichinha…

“Gosti” demais !!! Em termos de distância da aranha, ficou entre o que eu faço hoje com a ponta de tele e o que fiz certa vez com a Canon 50mm invertida que praticamente encostava no bicho. Fiquei no meio Termo. Nem muito distante e nem muito perto. Até encomendei um jogo de anéis pra adaptar melhor e com mais segurança a lente. Como iluminação ainda tenho de usar o flash popup da câmera pois meu Sigma se recusa a voltar a disparar. Fiz então uma estrutura em espuma EVA e colei um saco plástico desses de supermercado pra parte difusora. Tá funcionando muito bem até agora.

Hoje mesmo fiz mais alguns testes em casa e no final da semana irei a campo pra explorar de maneira mais conclusiva essa nova configuração.

Não deixem de visitar meu Flickr e conferir as fotos em tamanho maior…
http://www.flickr.com/photos/kidneri/





Macro-Fotografia Parte II

10 11 2008

No tutorial de hoje veremos como utilizar a lente 18-55mm para Macrofotografia com um custo bastante baixo.

Reparem no exemplo a seguir…
O que há em comum nessas duas fotos?

É que ambas foram feitas com a mesma lente! A Canon 18-55mm ou Kit-lens.
Mas como é possível que uma lente seja tão versátil assim? O segredo na verdade
está na maneira como ela foi utilizada em cada caso.

Na primeira foto a lente está colocada de maneira normal na câmera, encaixada pela base no corpo da câmera sem nenhuma adaptação.
Na segunda foto a lente foi colocada na câmera de maneira invertida, ou seja, de trás pra frente com o uso de um adaptador.

Para esse tutorial vamos precisar dos elementos a seguir:

O anel inversor é o responsável por parte do “milagre” que faremos a seguir. Ele pode
ser encontrado no www.macrofotografia.com.br

Uma foto macro de grande ampliação geralmente é conseguida com o uso de uma série de elementos que somados são capazes de obter detalhes impressionantes.
No entanto tais elementos são compostos por lentes específicas, tubos extensores, tele conversores, filtros Close-Up e flashes dedicados que no final somam enorme quantidade em dinheiro.

Quando invertemos uma lente na câmera, conseguimos de imediato uma ampliação.
E ao inverter uma lente o mais interessante é que seus valores de aproximação também ficam invertidos. Significa dizer que os maiores valores de ampliação acontecem abaixo dos 50mm em uma lente que foi invertida na câmera. Isso torna a 18-55mm ideal pra isso.

Esse é o anel inversor em detalhe:

Ele possui de um lado os encaixes para o corpo da câmera e do outro uma rosca no diâmetro
do filtro da lente para que essa não corra o risco de cair durante o uso.

Aqui vemos a lente com o anel inversor já enroscado:

Mas e a tampa da lente que estava na lista? Pra quê vamos usá-la?
Quando invertemos uma lente AF dessa maneira, perdemos os contatos eletrônicos com a câmera e fica impossível controlar a abertura da lente.
Uma das características de fotografia Macro é a curta profundidade de campo, também conhecido por DOF curto. Significa na prática que temos um espaço muito restrito de foco útil.
E quanto mais ampliação se consegue, menos espaço de foco temos a disposição.

Pelo princípio fotográfico, quanto menor a quantidade de luz entrando na lente, maior será a profundidade de campo. Isso é obtido fechando-se a abertura da lente. É nessa hora que entra em ação a Tampa da lente.

Mas vamos observar com cuidado essa tampa:

Reparem que ela possui um furo pequeno no seu centro. Como a lente será invertida na câmera, é fácil perceber o tamanho da abertura que fica de luz disponível. Mas se colocarmos a tampa no seu lugar com esse pequeno furo, vamos “fechar” a entrada de luz e assim conseguir mais profundidade de campo na nossa foto!!

Esse é um exemplo de foto Macro sem a tampa na frente controlando a entrada de luz.

Apesar de seu apelo artístico, nota-se a pouquíssima quantidade de foco na foto.
Apenas em um restrito espaço da flor.

Nesse outro exemplo notamos a diferença com o uso da tampa.

Então basta colocarmos a tampa e depois encaixar o lado oposto na câmera.
Assim fica nossa câmera com a lente invertida:

Agora a hora do teste prático. Vamos fotografar esses fósforos com a nossa gambiarra!

Quando posicionamos o nosso Zoom na posição de 55mm temos esse resultado:

Essa borda escura na foto nós chamamos de “Vinheta”. Nada mais é do que a própria lente fotografada. Basta fazer um Crop na foto e nos livraremos dela. Se for o caso, um simples ajuste no zoom da lente também resolverá esse problema.

Acharam que a ampliação ficou boa?
Calma, vocês ainda não viram nada. Basta colocar a lente na posição de 18mm e…

Tudo bem… podem fechar a boca agora… hehehehehe.

Com esse tutorial foi possível ver a possibilidade de um recurso de inversão de lente.
Porém certos aspectos tem de ser levados em consideração.
A iluminação dever ser a mais clara possível, o que implica no uso de flash ou mesmo de uma forte luz natural. Em geral o ajuste de sensibilidade ISO da câmera dever se ajustado para 400 e acima. O visor fica bem escuro devido ao uso da tampa na lente o que dificulta fazer o foco na foto. Aliás esse é um dos pormenores no foco com esse sistema.
Desligue o Foco automático pois a câmera não consegue fazê-lo por causa da perda do contato eletrônico. Faça o foco aproximando e afastando a câmera do tema.
E não se impressione se o foco só aparecer muito perto do tema. É normal ficarmos com a lente a apenas alguns centímetros de um inseto por exemplo.

Mais pra frente abordaremos cada uma dessas dificuldades, desde a iluminação até
a aproximação dos insetos e controle da respiração.